sábado, 14 de abril de 2012

Capítulo 20 – (4) Última(s) Noite(s)!

No dia seguinte, logo pela manhã, todos ajudaram na limpeza da sala. Não com as línguas, claro... À tarde saíram todos pra tomar sorvete e cada casal teria um jantar especial à noite! Como as meninas haviam dito, precisavam aproveitar o último dia.
- Desde segunda-feira a gente ficou sabendo dessa idéia do Chay... Eu só resolvi ajudar porque achei que ele não ia levar à diante! – Micael começou a rir e levou um tapinha na testa, dado por Sophia.
Estavam todos na sorveteria desde o meio-dia. O grupo de oito ajuntou duas mesas e estavam fazendo aquela bagunça boa e saudável como uma grande despedida grupal.
- Eu sabia que você ia planejar alguma coisa Chay, você não tava com cara de conformado! Parabéns, o que você fez por ela foi lindo! – Sophia falou com aquela voz e olhar de quem estava derretida. Micael percebeu e bateu com o ombro no ombro dela.
- Hey, eu estava lá também, ok? Você também podia se sentir presenteada...
- Lu... – Arthur chamou e ela deixou de levar a colher de sorvete à boca pra olhar pra ele. [n/a: Parou com a colher no meio do caminho? Hum... isso já aconteceu nessa fic! Ahushauhsua]
- Diga...
- Minha mãe contou que você foi lá em casa e não me achou, eu...
- Ah, tudo bem Arthur. Não precisa ficar me dando satisfações.
- Mas eu quero dizer! Não quero nenhum desencontro entre a gente. Durante esses dias, como Micael disse, ficamos ajudando o Chay e o plano da serenata. Então tivemos que ensaiar aquela música, eu tive três dias pra aprender a enganar com aquela flautinha, alugar aquelas roupas de mexicano... Por isso nós todos ficamos meio ausentes, eu digo isso agora a todas vocês em nome de todos nós, desculpem os nossos sumiços! – Arthur disse a última frase em um tom mais alto, se dirigindo às outras três meninas também. Todas abriram sorrisos emocionados e até bateram palmas pro quase-discurso dele. Pedro esfregou a mão no topo da cabeça dele e Lua o puxou pra um beijo.
- Agora eu é que to orgulhosa de você! – ela disse ao partir o beijo.
- Lua, cuidado! – Melanie desviou o braço de Lua, de modo que a colher voltou a ficar na direção da taça. O sorvete que estava derretendo dentro da colher teria caído na perna dela se Melanie não tivesse feito isso.
- Que susto Mel!
- É que o sorvete ia cair em cima da sua perna, acho que eu tive um dejà vú!
- Eu não ia me incomodar em limpar as coxas dela... – Arthur sorriu.
- Arthur! – Lu lhe deu um tapa no braço e continuou a rir. Alguém de óculos escuros e boina observava a duas mesas de distância. Essa pessoa foi invadida por um sentimento que não tem nada de nobre: inveja.


Ao entardecer, Pedro já estava na porta da casa de Micael pra levar Rayana pra uma noite à dois. Ela surgiu com uma saia jeans, sandálias de salto, uma blusinha preta do MCR e cabelo preso num rabo de cavalo alto.
- Rayana, v-vo-você ta linda! Mudou o visual?
- Hum... Digamos que eu peguei um estilo emprestado de alguém! – ela sorriu e piscou pra Mel.
Pedro a acompanhou até o carro, ele usava uma calça preta, All Star também preto e uma sobreposição de blusas, a de baixo azul-marinho de manga comprida com uma verde escuro de manga curta por cima e um desenho simpático na estampa.
Depois de passar com o carro por algumas subidas eles logo chegaram ao destino. Antes de chegarem, Pedro pediu que Ray abrisse o porta-luvas, lá dentro ela encontrou um lencinho preto.
- Tampe os olhos com o lenço, se não conseguir amarrar, apenas o segure na frente dos olhos e quando chegarmos eu amarro pra você. – ele indicou à Rayana o que fazer. Ela mesma conseguiu amarrar e quando chegaram, Pedro ficou se certificando mil vezes que ela não via nada.
- Pra que tanto mistério, hein?! – Pedro a deixou em pé num canto e ela precisou ficar assim por alguns minutos. Logo ela começou a ouvir uma música que parecia sair do som do carro. (Cross My Heart)


So here's another day
(Então aqui está mais um dia)
I'll spend away from you
(Que eu vou passar longe de você)
Another night I'm on another broken avenue
(Mais uma noite em que estou em mais uma avenida quebrada)
My bag is ripped and worn
(Minha mala está rasgada e gasta)
But then again so am I
(Mas então de novo eu também)
Take what you wanna take what you wanna take what you…
(Leve o que quiser levar, o que quiser levar, leve o que você...)
I miss the stupid things
(Sinto falta de coisas bobas)
We go to sleep and then
(Nós íamos dormir e aí)
You'd wake me up and kick me out of bed at 3 A.m
(Você me acordava e me tirava da cama às 3 da manhã)
Pick up the phone
(Para atender o telefone)
And hear you saying dirty things to me
(E te ouvir falando besteiras pra mim)
Do what you wanna do what you wanna do what you…
 (Faça o que você quiser fazer, o que você quiser fazer, faça o que você...
)

- Pode olhar! – ele gritou e quando ela tirou o lenço ficou boba com o que ele montou ali em pouquíssimo tempo! Havia um pano azul-claro estendido com uma tradicional cesta ao lado. Sobre o pano, um arranjo de flores, pratos para os dois e copos. Ela sorriu e ficou observando aquele menino com os braços abertos, sorriso enorme e a luz do pôr-do-sol refletindo em seus cabelos. Correu até ele e o abraçou.


Take me with you
(Me leve com você)
I start to miss you
(Eu começo a sentir sua falta)
Take me home
(Me leva para casa)
I don't wanna be alone tonight
(Eu não quero ficar sozinho hoje à noite)


And I do want to show you
(E eu quero te mostrar, sim)
I will run to you, to you 'till I
(Eu vou correr pra você, pra você, até eu)
Can't stand on my own anymore I
(Não agüentar ficar mais sozinho)
Cross my heart and hope to die
(Eu juro pela a minha vida)
Cross my heart and hope to die
Cross my heart and hope to...



- Pedro, aqui é lindo! – ela olhava ao redor sem sair do abraço dele, estava terrivelmente emocionada. O lugar tinha uma vista incrível, um simples pôr-do-sol visto dali parecia simplesmente a coisa mais valiosa do mundo, dava pra ver toda a cidade sendo colorida de laranja aos pés deles.


Hotels are all the same
(Os hotéis são sempre iguais)
You're still away from me
(Você ainda está longe de mim)
Another day, another dollar that I'll never see
(Mais um dia, mais um dólar que eu nunca verei)
Gonna get a piece of the piece of the piece of something good
(Vai pegar um pedaço do pedaço do pedaço de uma coisa boa)
Lie just little lie, just a little lie, just a…
(Mentira, só uma pequena mentira, só uma pequena mentira, só uma...)
I wonder what you're doing
(Eu imagino o que você está fazendo)
I wonder if you've got it
(Eu imagino se você recebeu)
I wonder how we used to ever go so long without it
(Eu imagino como nós conseguíamos ficar tanto tempo sem isso)
No matter where I go
(Não importa aonde eu vá)
I'm coming back to you
(Eu estou voltando pra você)
Be where we outta be where we outta be where we out...
(Estar aonde nós devemos estar, aonde nós devemos estar, aonde nós...)



- Que bom que gostou! Isso tudo é pra você, tudo seu... – ele passava a mão pelo rosto dela.
- Até o pôr-do-sol é meu? – ela sorriu.
- Tudo! O sol, o lugar onde ele se esconde, aquela árvore logo ali, o passarinho que está cantando em cima dela, até essa música que ta tocando no rádio é sua, essa banda nem é mais Mariana’s Trench, pra mim é Rayana’s Trench! [n/a: oops, se a sua amiga se chamar Mariana, não vai ter mudança rsss]
- Mas eu não quero tudo isso, eu quero só você mesmo! – os dois sorriram e trocaram beijos.


Take me with you
I start to miss you
Take me home
I don't wanna be alone tonight...



xxx


- Ei! Não dá pra esperar o Arthur vir me buscar não? – Lu jogou almofadas em Soph e Micael, que já se amassavam no sofá. Vendo que aqueles dois não iam se largar tão cedo, ela sacudiu a cabeça e foi colocar os brincos. Arthur falou que ia levá-la à um lugar elegante e ela tratou de ficar mais linda do que nunca com um vestido vinho. Ele era justo e pequenos círculos abertos nas laterais possibilitavam a visão das costelas e a cintura. [tipo assim]. A parte da frente do cabelo ela penteou pra trás, prendendo com uma bela presilha de borboleta decorada com strass. Maquiagem não muito pesada nos olhos, mas com bastante rímel e por fim um gloss transparente. A campainha tocou e quando ela abriu a porta, pôde ver um Arthur babão, que ficou parado com os olhos nela, até que ela se aproximou e deu um selinho nele.
- Vamos né? – ela pegou na mão dele e fechou a porta atrás de si.
- Nossa... Hoje nem o Pedro vai ficar mais bonito que você! – ele comentou fazendo-a rir e bater de leve com a bolsa prateada no ombro dele.
- Você também ta lindo! Aliás, você é lindo mesmo até de pijama e pantufa! – ele estava com um terno risca-de-giz, camisa azul-claro por baixo e a gravata dele por coincidência combinava com a cor do vestido dela.
- Ah, por que não me avisou?! Assim eu nem precisava me trocar... – ele se fez de chateado e os dois entraram no carro. Estavam indo ao Petrus, um restaurante romântico e com pratos franceses... Se melhorar, acho que estraga!


Melanie ainda terminava de se arrumar, Chay combinou um pouco mais tarde com ela, ia levá-la à casa dele. Micael ‘abandonou’ Sophia no sofá por uns instantes. Mesmo sabendo que não iam sair, ela também estava produzida! Se maquiou e colocou um vestido pretinho básico, o cabelo estava preso numa trança embutida e a franja lhe caía pelo rosto... Micael tinha ido arrumar mais alguns detalhes, ele preparou uma surpresa!
A campainha tocou e Sophia foi abrir.
- Oi Chay! Espera lá na sala que a Mel ta terminando de se arrumar! – ela o cumprimentou e ele foi esperar na sala.
- Pena que esse seja o último dia de vocês aqui... – ele falou cabisbaixo.
- É, mas pelo menos está sendo bem aproveitado, como disse Arthur!
- Isso é! A tarde na sorveteria foi ótima e a noite vai ser melhor ainda!
- Uhum... Não duvido nada! – Sophia sorriu para alguém que vinha atrás de Chay, ele se virou e viu sua namorada radiante. Estava usando O vestido rosa que deu tanto trabalho! Sandália rasteira branca com tirinhas trançadas pela canela, cabelo solto, bastante rímel e lápis nos olhos deixando-os bastante expressivos.
- Caprichou, hein! – ele foi abraçá-la.
- Você acha? – ela deu um sorrisinho e o beijou rápido. Saíram logo em seguida e Soph voltou a se sentar no sofá e olhar para a TV imaginando o que Micael estaria aprontando!
- Aham... Finalmente a casa é nossa! – Micael surgiu na sala uns minutos depois e estendeu a mão para a garota que o olhava como se quisesse entrar em seu pensamento – Pronta para a última noite em Bedford? Sophia segurou a mão dele e os dois foram em direção à cozinha, mas antes de saírem pela porta dos fundos, Micael tampou os olhos dela com as mãos e os dois seguiram pelo quintal com passos lentos.
- A gente nunca vai chegar? Não me agüento de curiosidade!
- Calma, já estamos chegando, é que estamos andando muito devagar, como você é medrosa, com medo de cair e... hey! – ele não terminou sua frase porque ela lhe acertou uma pequena cotovelada.
- Desculpe! Mas eu não sou medrosa! – ela ria e ele finalmente tirou as mãos que tampavam os olhos dela e passou a envolvê-la com os braços. Um sorriso instantâneo apareceu no rosto de Sophia ao ver o que tinha à sua frente. - Micael! Eu nem lembrava mais...
- Eu sei, mas ela existe ainda!
- Dá pra entrar?
- Veremos! – ele a pegou pela mão e os dois seguiram para entrar numa casinha na árvore. Quando crianças, os três (Sophia, Lua e Micael) iam bastante ali.
- Caramba, ainda conseguimos ficar em pé aqui! Será que nós somos baixinhos, Micael?!
- Não... A casa é que é grande! Quando a gente era criança, achava enorme, mas agora as nossas cabeças encostam no teto... – eles conversavam meio que encantados e perdidos em lembranças.
- OMG! – agora que Sophia foi ver uma mesa posta no meio da casinha. Estava forrada com uma clássica toalha branca. As pratarias de mamãe Borges finalmente foram valorizadas por ele, que nunca tinha visto a importância de talheres de prata quando se tem os de inox... Mas hoje ele agradeceu aos céus pela prataria! Um castiçal prateado e um balde com champanhe estavam ao centro, em cada ponta um prato, uma taça e os talheres. Havia uma mesa menor num canto com uma bandeja coberta, Micael puxou a cadeira pra Sophia sentar depois aproximou a mesa de rodinhas onde estava a bandeja e revelou uma bela macarronada.
- Foi o melhor que eu pude fazer. – ele deu de ombros e fez uma carinha fofa.
- Ounnn, que lindo Micael!


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- Mãe, esta é Melanie, Melanie esta é minha incrível mãe que preparou um monte de guloseimas pra gente! – Chay levou Mel em casa e a apresentava para a senhora Suede.
- Olá senhora Suede. – a menina estendeu a mão um pouco tímida, parecia bastante cedo para essas coisas de apresentar família, mas ela estava gostando!
- Oi Melanie, o Chay só fala de você! Parece até que eu já te conheço e sei que é uma ótima menina. – Mel sorriu com as palavras da mãe de Chay e já se sentiu mais a vontade.
- Eu estou de saída – a senhora Suede pegava a bolsa – Cuide bem dele – ela deu um beijo na bochecha de Melanie e se aproximou do filho depois – Não derrube a casa hoje depois das 3 da madrugada, ok?! Os vizinhos podem reclamar! – depois ela saiu sendo seguida pelo olhar de Chay e deixando uma Melanie levemente corada.


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- Adorei esse lugar, Arthur! O ambiente, a comida... – Lua saboreava sua maravilhosa sopa bouillabaisse.
- Sabia que ia gostar! – os dois sorriam um pro outro e pareciam extremamente bobos! Na verdade, Lua e Arthur são bobos, mas a atmosfera daquele lugar conseguia piorar qualquer casal!
- Quero voltar mais vezes aqui!
- Hum... E será que vai ser comigo?
- Claro bobo! Com quem mais seria?!
- Hum... Lu... – Arthur tomou um ar sério – Você tem certeza que não sente mais nada pelo... pelo... Peter?
- Que pergunta é essa? Olha, o que eu vivi com ele foi legal e durou bastante, mas foi um tempo em que eu passei me enganando, sabe...
- Enganando?
- É Arthur, tudo o que eu sentia por ele nunca chegou a ser nem um décimo do que o que sinto por você, eu não te esqueci em nenhum desses 1825 dias que ficamos longe!
- Eu também não esqueci você Lu! Confesso que cheguei a acreditar mesmo que tinha esquecido, mas não. Só me enganei com outras pessoas.
- Delilah?
- Também com ela. Não sei como fui me envolver com ela, você já chegou a vê-la?
- Só naquela foto... – preferiu apagar da memória aquele dia do cinema – E falei com ela um dia quando atendi o telefone lá na casa do Micael, ela tava te procurando.
- Ela sempre fazia isso.
- Você dava motivos pra ela ter tanto ciúme?
- Até certo ponto não... Depois eu comecei a não ligar mais. Primeiro que a natureza dela é ser possessiva mesmo e segundo que o que a fazia ficar atrás de mim não era ciúme e sim a própria reputação.
- Como assim?
- Ah, pra ela eu era só um cara famoso de quem ela estava se aproveitando... Só que ao invés de ser bom, eu comecei a prejudicá-la quando todos começaram a achar que eu colocava chifres nela.
- E colocava? – Lua estreitou um dos olhos pra ele. [n/a: òO]
- Err... bem... é... a-às vezes. Mas era de propósito, queria causar mesmo!
- Uhum... Algum dia você vai querer me tratar assim também? – ela perguntou e fez carinha de cachorrinho com frio.
- NÃO, NUNCA! – ele falou um pouco alto e chamou a atenção das pessoas ao redor, depois pôs as mãos sobre as mãos dela e suavizou o tom de voz – Você nunca seria igual a ela! A gente já se amava muito antes de McFly e tudo mais! Você não sabe quanto tempo eu passei achando que nunca ia poder te dizer assim olhando pra esse rostinho lindo que eu amo você! – as palavras emocionaram Lua. Que ela se emociona fácil isso é fato testado e confirmado! Os olhos dela já brilhavam por conta de lágrimas em começo de produção. Ela tentou se aproximar o máximo de Arthur e ele fez o mesmo para que suas bocas pudessem se encontrar.


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- Acho que tenho tudo que uma garota podia querer reunido aqui... Esse lugar lindo, primeiro eu vi o pôr-do-sol mais fantástico de toda minha vida, e agora esse céu estrelado! O garoto mais perfeito está aqui do meu lado e eu tenho um pão com Nutella na mão, falta alguma coisa?! Se falta eu juro que não sei o que é! – Rayana falava com a cabeça sobre o peito de Pedro, os dois estavam deitados na grama.
- Falta sim... – Pedro se movimentou um pouco, dando sinal que queria levantar e ficar sentado. Ela sentou, ele ficou sobre os joelhos e permaneceram em silêncio por uns segundos.
- O que falta Pedro?
- Falta... – ele começou a tatear os bolsos da calça, até que achou uma ‘coisa’ lá dentro e tirou a mão fechada de lá – Falta esse garoto mais perfeito ser o seu namorado! – abriu a mão na frente dela e lá estava um par de alianças prateadas.
- PEDRO! OMG! – ela levou as mãos à boca e depois estendeu a direita para que ele lhe colocasse o anel. Os dois tremiam feito gelatina, Pedro levou meia hora pra acertar o anel no dedo [n/a: ok, brinks rsss não levou meia-hora \o/] – Então agora não falta mais nada! – ela sorria como se fosse rasgar a própria boca, e ele? A dele já tinha rasgado, pareciam os smiles amarelinhos do messenger.


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Sophia e Micael se divertiam lembrando coisas do passado.
- Lembra daquele dia que eu e a Lua brigamos porque eu deixei o peixinho dela cair na privada?! Foi sem querer, mas ela passou o dia todo aqui na casa da árvore! – Soph lembrava daquele dia quase que perfeitamente.
- Lembro sim! À noite a gente veio trazer um jantar pra ela e no final das contas acabamos todos dormindo aqui!
- É, de manhã estavam os três babando no chão de madeira.
- Nem me fale... Minhas costas doeram por uma semana! – Micael sorriu e os dois ficaram em silêncio por algum tempo, apenas saboreando o jantar e trocando alguns olhares de vez em quando com sorrisos bobos.
- Erm... Sophia? – Micael lhe mandou um olhar direto e fez a menina gelar.
- Esse é meu nome! – brincou e deu uma piscadinha pra descontrair.
- Eu sempre adorei estar com você, desde criança... Quando eu era garoto eu ficava dizendo que te ‘aturava’ e que você era a menos-pior amiga da Lu! Mas você sabe que era tudo coisa de menino cheio de marra! – ele sorriu e colocou a mão sobre a dela, que estava em cima da mesa. Ela também sorria e tentava parecer normal apesar de estar suando frio, parece até que sabia onde ele queria chegar. – Eu não via a hora que meus pais fossem na casa da Lu e torcia que você estivesse lá, se não estivesse não tinha problema, mas se estivesse era melhor ainda! E quase sempre estava! Eu sorria por dentro te vendo rir exageradamente das palhaçadas da Lu, te vendo falar bobagens, te vendo correr na chuva... Estou certo que não vou amar outra pessoa tanto assim, a menos que eu nascesse de novo! Então... já que você é a mais aturável das amigas da Lua, será que aceitaria namorar o menos-pior dos primos dela? – ele tirou uma caixinha azul aveludada de dentro do bolso e abriu na frente de Sophia. Ela pôde ver um lindo par de alianças de namoro. Ficou sem reação por um tempo. ‘Se pra pedir em namoro foi assim, imagina quando a gente for casar... Erm... Claro, se isso acontecer um dia.’ Ela pensava antes de voltar à Terra.
- Nossa... Micael... Me pegou de surpresa! Estou sem palavras!
- Diz só que sim. Oras...
- Eu digo mais, eu digo com certeza! – os dois sorriam como se estivessem no dentista fazendo cirurgia no último dente! Colocaram as alianças e depois de alguns beijos voltaram a comer. Até terminar, Sophia de vez em quando olhava pra mão direita e apenas sorria.
- Foi você mesmo que fez? – ela falou passando o guardanapo delicadamente na boca – Isso tava bom demais, Micael!
- Claro! Eu sozinho e comigo mesmo! – ele deu uma piscada – Sou incrível...
- Eu ia te chamar de convencido, mas você é incrível mesmo!
- Você ainda não viu a sobremesa... – ele falou com um olhar malicioso e ela sorriu sacudindo a cabeça pros lados enquanto ele levantava e caminhava em direção à ela com um olhar de brontossauro indo pegar sua vítima...
Soph começou a se levantar devagar da cadeira e quando ele estava bem próximo, ela saiu correndo em volta da mesa. Os dois deram umas três voltas ao redor da mesa, mas ele acabou encurralando-a e a fez esbarrar em um rádio que começou a tocar The Classic Crime.


I can't stop killing the songs you like
(Eu não posso deixar de matar as músicas que você gosta)
You look at me with eyes
(Você olha para mim com olhos)
That could beat the sunrise in a contest
(Que poderia ganhar do nascer do sol em uma competição)
No question
(Sem dúvidas)
Well, talk to all the others
(Bem, fale com todos os outros)
And bring me back to earth
(E me devolva para a terra)
I'm thankful for your mother for what it's worth
(Eu sou grato por sua mãe pelo o que ela fez)


Eles riam em meio a beijos… ou beijavam em meio a risos, que seja...


Oh, all the memories we had
(Oh, todas as recordações que nós tivemos)
Framed in our minds like photographs
(Guardadas em nossas mentes como fotografias)
Take a second, take a second
(Pegue um segundo, pegue um segundo)
And make this last
(E faça-o durar)
Here where the future meets the past
(Aqui onde o futuro conhece o passado)
I can never fall in love again
(Eu nunca vou me apaixonar de novo)
I can never fall in love again
(Eu nunca vou me apaixonar de novo)


O beijo foi ficando quente, Micael passeava com as mãos pelo corpo dela como se estivesse memorizando cada curva.
- Essa casinha nunca esteve tão abafada... – Soph falou com os lábios encostados nos de Micael e quando foram perceber, já estavam deitados no tão comentado chão de madeira. Ele tirou a camisa, ela o vestido e... [n/a: E... acredito que não precisa continuar narrando, certo?! Daqui a pouco vou ter que mudar a classificação dessa fic u.ú]


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- AAAAAAAAH, SOCORRO! – Melanie se desviava de uma almôndega que voava em sua direção. ‘Jantar na casa do Chay? Só podia acabar em guerra de comida!’ ela pensou e em seguida conseguiu acertar uma colher de molho branco na cara dele.
- O quê?! Isso não vai ficar assim! – ele apontou o dedo pra ela enquanto limpava o molho do rosto com a outra mão. Depois ele levantou segurando uma tigela de calda de chocolate com uma colher dentro.
- Chay... O-q-o que você vai fazer? – ela se levantou rapidamente e começou a andar pra trás se protegendo com as mãos à frente do corpo. Ele apenas sorria com cara de psicopata e dava passos lentos na direção dela. Melanie disparou a correr por toda a casa com uma criança crescida chamada Chay atrás dela! Ele segurava a tigela prendendo-a contra o corpo com um dos braços e com a outra mão jogava, ou tentava jogar, colheradas fartas de chocolate nela, o detalhe é que na maioria das vezes não acertava a garota... Ela subiu uma escada correndo e ele resolveu não perseguir lá em cima, achou melhor se esconder atrás da estante. Alguns minutos se passaram e a casa estava num total silêncio, o único barulho que os dois ouviam eram suas respirações e batimentos cardíacos num momento de tensão. Melanie começou a descer as escadas devagar, imaginando onde Chay poderia estar. Terminou de descer e não viu ninguém na sala, foi dando passos pequenos e tinha uma quase incontrolável vontade de rir. Ao passar pela estante foi surpreendida por Chay, que pulou em cima dela e os dois caíram sobre o carpete com chocolate e tudo mais. Apesar de ser um carpete grosso e fofinho, a queda foi um tantinho dolorida! Principalmente pra Melanie que amorteceu a queda daquela ‘criança grande’. Ela tampou o rosto com as duas mãos e ria pra não chorar... Chay também ria sem parar com aquela risada altamente contagiante e começou a erguer o corpo. Havia chocolate entre os dois e no coitado do tapete também.
- Minha nossa! Olha o que você fez! – ela falava entre as risadas – Achei que essa cobertura fosse pra por sobre o bolo, não em nós! – Ficaram rindo mais até o estoque de risos acabar. Quando pararam, Mel ia pegar um impulso pra levantar, mas Chay pôs a mão em seus ombros impedindo.
- Chay, o que... – Chay raspou com o dedo uma poça de chocolate que ficou no pescoço dela e passou delicadamente sobre os lábios dela, enquanto ela o olhava meio sem reação. Ele foi se aproximando e beijou os lábios achocolatados da namorada. O beijo com gosto de chocolate foi intensificado com rapidez e vontade, Chay começou a ‘limpar’ o chocolate que ela tinha no pescoço e ela mordiscava a orelha dele que também tinha respingos de doce. Mel o ajudava a tirar a camisa enquanto ele lutava contra os botões do vestido dela, quando conseguiu ‘livrá-la’ do vestido, ficou um tempo olhando o corpo dela apenas de lingerie. Nisso ela ficava cada vez mais envergonhada...
- Espera! – Chay se levantou de repente e ela ficou sem entender. Ele foi correndo até a cozinha e voltou com um pote de sorvete.
- Por que eu tenho a leve impressão que você quer me engordar?! – ela falou quando o viu abrir o pote e tirar uma colher cheia de lá.
- Senta ali naquela cadeirinha vai amor... – ele apontou uma cadeira um pouco atrás dela – Sabe o que é...
- Ihh Chay, eu não to gostando dessa sua cara!
- Calma... Eu só tava querendo um replay daquele dia na sorveteria – ele se aproximava com a colher na mão e um sorrisinho maroto, chegando nela, se curvou e recomeçou a beijá-la, sem que ela estivesse percebendo ele foi entortando a colher que ainda segurava e... poft! O sorvete caiu na perna dela!
- AHHH – ela soltou um gritinho e interrompeu o beijo quando sentiu aquela massinha gelada sobre a coxa. Ficou olhando para aquilo e balançando a cabeça negativamente, depois deu um tapinha no braço do Chay, que só sabia rir.
- Calma, eu limpo! – ele se abaixou ao lado dela.
- Tem guardanapo?
- Não precisa de guardanapo... – ele a olhou e falou com a melhor voz sexy que sabe fazer, ela abriu a boca surpresa e começou a rir sentindo um pouco de cócegas quando os lábios de Chay encostavam em sua pele.


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Arthur e Lua conversaram por um bom tempo após terminar o jantar...
- Vamos então? Você quer ir pra algum lugar?
- Hum... Você que sabe, a noite ta bonita e ainda é cedo, 21:30...
- Beleza! Eu já sei aonde nós vamos! – Arthur se levantou animado, deixando Lua curiosa.
Entraram no carro e Arthur deu a partida com a mesma expressão animada.
- Pra onde vai me levar?
- É surpresa! – ele a olhou sorrindo e lhe deu um beijo rápido.
Ela apenas virou pra frente e se conformou em esperar chegar. Esperou, esperou, esperou... Meia hora se passou.
- Vai demorar muito? Acho que to com sono... – ela falou sonolenta, se ajeitando no banco.
- Vai demorar um pouco. Pode dormir. – ele passou a mão sobre os cabelos dela sem tirar os olhos da estrada.


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- Pedro... – Rayana acordava com uma luz em seu rosto, eles dormiram no banco trazeiro do carro. Completamente nus, diga-se de passagem...
- Que foi? – Pedro respondeu preguiçoso e sem abrir os olhos quando Ray começou a lhe dar leves cutucões.
- Um guarda...
- Relaxa, ele não ta vendo a gente, o vidro é escurecido. – ele continuava de olhos fechados e com a fala sonolenta.
- Pedro, eu acho que ele ta vendo sim porque... A PORTA TA ABERTA!
- O QUÊ?! – ele abriu os olhos num susto e deu de cara com aquela luz, tentou esconder o rosto com o braço e o guarda tirou a luz de cima deles.
- É perigoso ficar aqui à noite, sozinhos e... pelados! Façam o favor de se vestirem e irem para suas casas, certo?
- Desculpe. – Pedro respondeu baixinho, tanto ele quanto Rayana estavam mais do que mortos de vergonha. Se vestiram rápido e perceberam que o guarda ficou por ali, então nem saíram do carro pra buscar algumas coisas que ficaram lá fora, tipo a toalha, a cesta que ficou vazia, o arranjo de flores... Apenas passaram para os bancos da frente e arrancaram com pressa e meio assustados. Ficaram o caminho inteiro sem falar nada, mas quando Pedro estacionou o carro na frente da casa de Micael, os dois se olharam e simplesmente caíram na gargalhada.
- Relaxa... O vidro é escurecido! – Rayana zombava.
- Acho que eu bati a perna na porta enquanto dormia e ela deve ter aberto! Maldita hora que eu quis esticar as pernas! – Pedro recuperava o fôlego com a mão sobre o peito.
- Meu Deus... Aquele cara viu meus peitos...
- E o meu Pedrozinho também! Será que ele tirou fotos da gente? – Pedro abandonou o sorriso e ficou meio sério.
- Ah... Acho que não, teríamos visto o flash.
- Mas eu tenho uma banda! Sou conhecido! E se sair no jornal?! – ele começava a entrar em pânico.
- Pedro, Pedro, relaxa dude! – ela o segurou pelos ombros – Ele não tirou foto nenhuma, ta bom? Que mania vocês celebridades têm de achar que tem sempre alguém pronto pra tirar foto até quando estão fazendo cocô! Relaxa... Talvez ele nem te conheça! Ou pelo menos, ele não me pareceu fazer o tipo ‘fã de McFly’, pra ele deve ser algo tipo ‘Pena Branca & Xavantinho’
- É... Você ta certa – ele concordou um pouco mais calmo e deu um selinho nela.


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Arthur estacionou o carro e ficou observando Lua dormir virada pra ele. Alisou o rosto dela e lhe deu um beijo na testa. Antes de abrir os olhos ela começou a ouvir um som que não lhe era estranho, mas custou acreditar que fosse mesmo verdade.
- Arthur... Quanto tempo andamos? Onde estamos? – ela perguntou esfregando os olhos.
- Vira pra janela e veja!
Ela virou lentamente e se deparou com uma imensidão de areia seguida por uma imensidão de água que refletia a imagem da lua.
- OMG! – ela voltou a se virar pra ele de queixo caído.
- O que estamos esperando?! – ele sorria feito uma criança enquanto retirava o cinto de segurança e logo deixou o carro. Ela também saiu e quando se encontrou com ele, deram as mãos.
- Arthur! Isso... isso... isso foi... – ela não achava as palavras, tinha adorado ser trazida para a praia de surpresa. Diante da falta de palavras de Lu, Arthur lhe deu um beijo intenso e ao final, ela encontrou a palavra.
- Perfeito... – ela sussurrou com o nariz encostado ao dele. Os dois ficaram caminhando de mãos dadas por toda a areia, já devia haver pegadas deles por todo canto. Eles andaram, correram com os braços abertos sentindo a brisa e brincaram de pega-pega, como manda o script.
- Hm... – Lua tentou falar alguma coisa enquanto Arthur a beijava.
- Que foi? – ele perguntou quebrando o beijo.
- Vem Arthur, não entramos na água ainda! – ela começou a puxá-lo pela mão.
- Ah não, Lu! Vai estragar nossas roupas!
- Que estragar que nada Aguiar! Por acaso o mar é ácido?
- Mas... mas... – ele tentava impedi-la, mas já estavam se aproximando da água.
- Mas nada Arthur! Deixa de frescura, seu gay! Eu sou a garota aqui, acho que era pra eu estar assim, né? – ele soltou um risinho abafado com o comentário, ela tinha razão, estava fresco! Então ele mudou de atitude e a pegou no colo, correndo pra água! A água não estava tão fria quanto pensaram que estaria e eles aproveitaram aquelas ondas até dizer chega! Foram andando de volta pra areia um tanto cansados e se jogaram lá. Deitaram lado a lado e ficaram fitando o céu estrelado por uns instantes.
- Ihh, meu relógio parou – Arthur olhou o relógio no pulso e sorriu ao ver que ainda marcava meia-noite, devia ser muito mais que isso.
- Que bom! Significa que o tempo parou eu vou ficar pra sempre aqui, deitada na areia com você, olhando pro céu estrelado...
- Seria ótimo se fosse verdade! Eu ia adorar ficar aqui pra sempre e com você. – ele aproximou o rosto do dela e os dois encostaram as testas. Logo os lábios também se encostaram.
- Hum, beijo salgado – Lua murmurou com a boca colada na dele e os dois riram, mas sem se soltar do beijo, que ganhou intensidade rapidamente. Uma das mãos de Arthur entrou pela abertura lateral do vestido de Lu e passeava pelas costas dela fazendo-a se arrepiar a cada toque, enquanto a outra mão ‘caminhava’ pela coxa.
Quando Lua menos esperava, ele a ergueu no colo e saiu andando com ela.
- Hey, pra onde vamos agora?
- Eu to te seqüestrado, fica quieta aí! – respondeu rindo.
- E onde fica esse cativeiro, hein?
- Bem aqui perto, é a bat-caverna!
 Eles entraram numa caverna formada por uma abertura em uma das rochas. Arthur pôs Lua no chão e eles ficaram observando aquilo. Depois ele tirou o paletó e o estendeu no chão, para que ela não ficasse sentada diretamente na areia.
- Lua... – ele ficou sobre os joelhos perto dela.
- Fala Arthurzinho lindo da mamãe Aguiar! – Arthur sorriu com a brincadeira e ficou sério de novo.
- A noite hoje foi perfeita e... e esses dias têm sido incríveis! Acho que eu estava congelado esses anos todos que você ficou longe e agora que você chegou eu pude voltar a respirar!
- Uau Arthur... Eu não agüento esses momentos por muito tempo então, antes que eu tenha um surto do coração, onde você quer chegar?
- Na verdade... Eu planejei tudo pra te pedir em namoro hoje! Só que...
- Só que?
- Ah pequena, as alianças que eu encomendei não chegaram a tempo – Arthur deu um soquinho na areia e abaixou o rosto.
- Ow... – Lua ergueu o rosto dele segurando pelo queixo – Não tem problema, Arthur! Elas não são o mais importante, o que dá vida à relação não são as alianças e sim amor, amizade, respeito! E modéstia à parte, isso nós temos de sobra...
- Sério que você não ficou decepcionada?
- Talvez só um pouquinho...
- Eu juro que quando elas chegarem eu te faço o pedido oficial, nem que eu precise ir até a sua casa andando!
- Melhor ir de carro, não quero um namorado que precise amputar as pernas... – Lua o puxou pela gravata e lhe deu um beijo no pescoço – Mas hey, por enquanto eu ainda posso ser a sua fã número 1? - Claro! Hey Lua, você aceita ser minha fã #1?
- Aceito e você aceita?
- Inteiramente aceitado! Onde é que eu assino?
- Aqui. – Lu pôs o dedo indicador sobre o pescoço e ele deu um beijo onde ela indicara.
- Aqui também – indicou a ponta do nariz – Não esquece de assinar aqui – indicou o ombro – Oops, faltou aqui – indicou os lábios.
Eles se beijavam com calma e Arthur começou a deslizar o zíper do vestido dela pra baixo sem desespero. Quando o zíper chegou ao fim, o vestido se tornou folgado, fazendo as alças despencarem cada uma pra um lado. Arthur depositou-lhe um beijo no ombro e olhou pra Lua como se estivesse perguntando se ela queria ir em frente. Como uma resposta positiva, Lua se levantou e começou a puxar o vestido pra baixo. Enquanto isso ele se livrou da gravata e começou a abrir os botões da camisa, tudo sem tirar os olhos dela. Lua se sentiu como uma modelo de catálogo de lingerie vendo o olhar dele tão atento e desejoso sobre ela. Arthur tirou a camisa e viu Lua se deitar lentamente ao lado dele sobre o paletó estendido. Ele sentiu que poderia babar e antes que isso acontecesse ele se acomodou por cima dela voltando a beijá-la. Cada movimento deles parecia planejado e perfeito como se aquilo fosse uma coreografia. Arthur passeava com a mão esquerda, desde as coxas até o busto e ficava indeciso sobre onde parar. Ela estava ofegante e não sabia se estava certo seguir em frente ali na praia, mas não queria parar por nada porque estava achando tudo tão lindo quanto um balé ou um espetáculo do Cirque du Soleil, portanto não podia estar errado! Não havia um lugar mais certo onde ela podia estar senão ali.
Depois que todas as peças de roupa já haviam sido gentilmente jogadas, eles se tornaram um só, como tinha de ser. Adormeceram por ali mesmo e aproximadamente três horas depois acordaram com uma claridade diferente colorindo as paredes das rochas, o sol estava para nascer. Eles se levantaram pra ficar sentados e assistiram emocionados aquela cena tão simples e perfeita.
- Que lindo... Esse é o nascer do sol mais bonito que já vi, sem dúvidas! – ela falou com a voz emocionada.
- Na verdade, eu acho que nunca vi o sol nascer! E se vi não prestei atenção como agora... – ele a abraçou e lhe deu um beijo na cabeça. Eles fizeram silêncio por um tempo, mas não era um silêncio incômodo, se sentiam preenchidos como se fossem os donos do mundo naquela hora!
- Lu – ele sussurrou cortando o silêncio e ela o olhou – Você viu que prestando bastante atenção dá pra ouvir o barulho da água caindo de cima do sol enquanto ele se levanta?
Ela sorriu docemente encarando aqueles olhos castanhos e passou a mão no rosto dele.
- É Arthur... – disse simplesmente e voltou a olhar pra frente. Depois de um tempo, quando quase toda a circunferência do sol já estava revelada, eles tiveram a idéia de se vestir antes que aparecesse alguém.


Now everybody's singin' laa...- Seria

Um comentário:

  1. Tefani , sou eu , de novo kkkk , você sabe qual é o nome da comunidade presos num inferno? se souber agradeço se me disser , e outra pergunta : por que não está postando mais? atualiza o blog flor

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